Description
A resistência de moradores da Pampulha e a polêmica gerada por causa da construção de dois hotéis na Avenida Alfredo Camarate fez a administradora Atlantica Hotel International, dona da marca Go Inn, desistir do projeto. O hotel, que será construído pela Brisa Empreendimentos Imobiliários, foi projetado para ter 59 metros e 13 andares.
Apesar da pressão da comunidade, a Justiça e a prefeitura de Belo Horizonte se posicionaram favoravelmente à liberação das construções. Além do prédio da Brisa, outro edifício de 48 metros deverá abrigar o Hotel Bristol Stadium. Uma longa batalha se travou entre associação de moradores, Conselho Municipal de Política Urbana (Compur) e construtoras. O Ministério Público de Minas Gerais entrou na Justiça para impedir as obras, porém o juiz Alyrio Ramos, da 3ª Vara da Fazenda Pública Municipal, indeferiu a solicitação e autorizou os hoteis no cartão-postal de BH.
A obra na Pampulha foi permitida após uma mudança na Área e Diretrizes Especiais (ADE). As leis 9.952, conhecidas como Lei da Copa, e 9.959, que revisou a Lei de Parcelamento, Ocupação e Uso do Solo de Belo Horizonte, aprovadas em 2010, permitiram a construção de mais andares em hotéis, para estimular o crescimento da infraestrutura hoteleira, visando o Mundial de 2014. Porém, essas mudanças revoltaram a população, que é contra a verticalização da região. Moradores alegam que a área não está preparada para os impactos ambientais e problemas de mobilidade urbana que os empreendimentos trarão.
Additional Data
| Local do Conflito: | 10 Regional Pampulha |
| Local da manifestação: | 1 Cidade Toda |
| Coletivo Mobilizado: | 3 Associação de Moradores |
| Objeto do conflito: | 11 Legislação urbana |
| Instituição Reclamada: | 14 Empresa Privada |
| Luta: | 1 Judicial |
| Fonte: | Estado de Minas |
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