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Popularmente conhecidos como hippies, embora se considerem uma reconstrução do conceito hippie justamente por terem recebido outras influências, como indígena e portuguesa, artesãos estão sendo proibidos de exporem seus trabalhos na Praça Sete, no Centro da capital, onde tradicionalmente estão presentes há várias décadas. Ontem, às 14h, os malucos, como se autoentitulam, fizeram uma manifestação na praça para esclarecer as pessoas sobre o impasse.
Rafael Lage, artesão, fotógrafo, blogueiro e um dos responsáveis pela manifestação, viajou oito anos pelo Brasil e se assustou com a forma como os hippies eram repreendidos em BH, quando retornou em 2009. “Aquilo me impactou e desde então venho registrando isso num trabalho fotográfico. Em 18 ações de repressão, fui agredido em todas. Estou exibindo algumas das fotos e a intenção, no fundo, é tentar o reconhecimento dessa cultura”, pondera.
O que ocorre ainda, segundo ele, é que com o choque de repressão, o processo de favelização se intensificou na Praça Sete. “Recolhiam inclusive as mochilas, matéria prima e ferramentas dos artesãos. A mochila é tudo o que ele tem. Então essa ação da Prefeitura de Belo Horizonte igualou o artesão com o morador de rua, deixando-o sem nada. E a partir daí, alguns realmente deixaram de trabalhar e se tornaram mendigos”, lamenta.
Additional Data
| Local do Conflito: | 2 Centro |
| Local da manifestação: | 2 Centro |
| Coletivo Mobilizado: | 8 Camelôs feirantes e artesãos |
| Objeto do conflito: | 6 Acesso e uso do espaço público |
| Instituição Reclamada: | 1 Governo Municipal |
| Luta: | 4 Manifestação em Praça Pública |
| Fonte: | Estado de Minas |
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