Descrição
Cerca de 200 pessoas entre estudantes dos cursos de direito e ciências do Estado e membros de movimentos ligados à causa de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (LGBT) promoveram um beijaço no início da noite desta quinta-feira (16), na Faculdade de Direito e Ciências do Estado da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), na região Central da Belo Horizonte.
Sob o nome “O afeto é a melhor arma contra a LGBTfobia”, o ato marcou o encerramento de um dia de atividades voltadas à conscientização sobre o reconhecimento dos direitos da comunidade LGBT. O evento envolveu também debates e intervenções artísticas.
A iniciativa partiu do Centro Acadêmico Afonso Pena (CAAP) e do Centro Acadêmico de Ciências do Estado (CACE) e contou com o apoio de movimentos sociais e do Núcleo de Direitos Humanos da UFMG.
Segundo um representante do CAAP, que preferiu não se identificar, os recentes episódios de homo-lesbofobia no âmbito da faculdade motivaram o ato. "Esse manifesto pretende chamar a atenção para as reiteradas práticas discriminatórias dentro da faculdade de direito e das universidades brasileiras, de um modo geral. Queremos pautar uma nova forma para as universidades enxergarem as populações LGBT. Temos que emancipá-las e não silenciá-las", afirmou.
Durante a manifestação, os estudantes lembraram o caso de um professor do curso de direito da UFMG, que foi denunciado à reitoria da universidade por um grupo de alunos e professores em abril deste ano, depois de supostamente tecer declarações discriminatórias a respeito de relações homoafetivas. De acordo com os alunos, o beijaço veio reforçar o repúdio deles ao caso, sobre o qual será cobrada uma ação mais contundente da reitoria.
“Discursos de ódio e discriminatórios são incompatíveis com um ambiente em que se é passado o conhecimento. O ato de hoje repudia toda e qualquer forma de preconceito dentro do ambiente acadêmico”, contou um estudante de direito, que preferiu não se identificar.
Na mesma linha, uma representante do CACE sob anonimato mostrou-se descontente com os recentes episódios. "A luta é para acabar com o preconceito. E o objetivo do ato é mostrar também para alunos e professores que não existe um modo correto de se amar. Todo forma de amor deve ser respeitada", destacou.
Também em apoio ao ato desta quinta, alguns alunos da pós-graduação de direito fizeram um manifesto escrito em repúdio a qualquer tipo de ato homofóbico nas dependências da faculdade. No texto, os alunos repudiaram à condescendência da universidade no suposto caso discriminatório praticado por um professor dentro de sala de aula.
Dados adicionais
| Local do Conflito: | 1 Cidade Toda |
| Local da manifestação: | 2 Centro |
| Coletivo Mobilizado: | 6 Estudantes |
| Objeto do conflito: | 13 Segurança Pública |
| Instituição Reclamada: | 17 Sociedade como um todo |
| Luta: | 98 Outros |
| Fonte: | O Tempo |
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