Descrição
Representantes da Rede de Promoção da Cidadania de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) promoveram na sexta, dia 1º, na Praça Sete, no Centro, um ato manifesto em repúdio aos 128 assassinatos cometidos contra Travestis e Transexuais no país, em 2012, segundo relatório do Grupo Gay da Bahia (GGB).
O protesto teve o objetivo de despertar a consciência da sociedade e das autoridades para a necessidade de aprimorar políticas públicas de segurança voltadas para o segmento e foi simbolizado por 128 pés de sapatos ornamentados com vasos de flores.
Segundo o coordenador do Centro de Referência pelos Direitos Humanos e Cidadania LGBT, Ramon Calixto, o alto índice de violência expresso nesses números atenta para a necessidade imediata de iniciativas que provoquem o debate sobre a violação de direitos humanos. “Tornam-se cada vez mais importantes estas intervenções junto ao cotidiano da cidade, pois provocam uma leitura ampliada das lacunas sociais”, disse.
Presidente do Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual (Cellos Trans-MG) e representante da Articulação de Travestis e Transexuais (Antra), Anyky Lima afirma que todas as ações em defesa da população de transexuais e travestis têm o propósito de cobrar da sociedade a responsabilidade de garantir o direito de cidadania a todos, conforme assegura a Constituição Federal.
Envolvimento
O secretário municipal adjunto de Direitos de Cidadania, José Wilson Ricardo, destaca que manifestações como esta, alertando para a questão da violência homofóbica, refletem a necessidade do envolvimento da sociedade e da opinião pública contra toda e qualquer forma de desrespeito à cidadania. “A discriminação homofóbica tem sido uma das grandes preocupações em todas as regiões do mundo, a ponto de a Organização das Nações Unidas solicitar, em 2011, que a Alta Comissária de Direitos Humanos encomendasse um estudo para documentar leis e práticas discriminatórias contra as pessoas por motivo de sua orientação sexual e identidade de gênero”, complementa.
A manifestação contou com o apoio de vários órgãos públicos e entidades não governamentais, como a Secretaria Municipal Adjunta de Direitos de Cidadania, por meio do Centro de Referência pelos Direitos Humanos e Cidadania LGBT, a Secretaria de Estado de Defesa Social, a Secretaria Municipal de Educação, a Associação das Prostitutas de Minas Gerais, o Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual de Travestis e Transexuais (Cellos – Trans), o Libertos Comunicação, o Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania LGBT da UFMG e a Coordenadoria Municipal dos Direitos da Mulher.
Representantes LGBT protestam na Praça 7 contra a morte de 128 travestis e transsexuais
Estado de Minas
Publicação: 01/03/2013 19:46 Atualização:
O quarteirão fechado da Rua Rio de Janeiro, na Praça Sete, Centro de Belo Horizonte, foi tomado, na tarde desta sexta-feira, por 28 pés de sapatos diversos, todos ornamentados com flores. Cada um simbolizava um travesti ou transexual que foi assassinado no país no ano passado. A manifestação foi organizada por representantes da Rede de Promoção da Cidadania de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT).
Ao promover o ato, a entidade teve como objetivo de despertar a consciência da sociedade e das autoridades para a necessidade de aprimorar políticas públicas de segurança voltadas para o público LGBT.
Vários órgçaos públicos apoiaram o protesto, entre eles a Secretaria Municipal Adjunta de Direitos de Cidadania. “A discriminação homofóbica tem sido uma das grandes preocupações em todas as regiões do mundo, a ponto de a Organização das Nações Unidas solicitar, em 2011, que a Alta Comissária de Direitos Humanos encomendasse um estudo para documentar leis e práticas discriminatórias contra as pessoas por motivo de sua orientação sexual e identidade de gênero”, afirmou o secretário adjunto José Wilson Ricardo.
Conforme relatório o Grupo Gay da Bahia (GGB), em 2012 128 travestis e transsexuais foram assassinados no Brasil. Para o coordenador do Centro de Referência pelos Direitos Humanos e Cidadania LGBT, Ramon Calixto, para impedir que essa situação se mantenha, são necessárias intervenções, como a ocorrida nesta sexta-feira, que promovam o debate público sobre a violação de direitos humanos. “Tornam-se cada vez mais importantes estas intervenções junto ao cotidiano da cidade, pois provocam uma leitura ampliada das lacunas sociais”, disse.
Dados adicionais
| Local do Conflito: | 1 Cidade Toda |
| Local da manifestação: | 2 Centro |
| Coletivo Mobilizado: | *subcategoria* 98.2 Minorias |
| Objeto do conflito: | 13 Segurança Pública |
| Instituição Reclamada: | 17 Sociedade como um todo |
| Luta: | 4 Manifestação em Praça Pública |
| Fonte: | Estado de Minas |
| Credibilidade: |
 |
 |
0 |
|
Deixe um comentário