Descrição
Moradores do Bairro Dona Clara e Primeiro de Maio, fizeram uma manifestação na avenida Cristiano Machado, no ponto onde houve o alagamento, na altura dos bairros Primeiro de Maio e São Gabriel. Indignados, eles culpam os responsáveis pelas obras da Linha Verde pelos alagamentos durante a forte chuva da madrugada.
A manifestação começou pacífica, como pedido de ajuda. Os manifestantes pediram por água, comida, colchão e a retirada da sujeira, resultado da chuva nos bairros Primeiro de Maio e Dona Clara, à beira da avenida Cristiano Machado.
De acordo com a BHTrans, os manifestantes queimaram pneus e restos de objetos pessoais perdidos durante o temporal, como colchões, interditando toda a pista no sentido bairro. O trânsito ficou congestionado nos dois sentidos. Ainda segundo a BHTrans, uma equipe da Polícia Militar esteve no local para liberar a pista. O congestionamento chegou até a altura do bairro Cidade Nova. A manifestação interditou o trânsito no cruzamento com a Avenida Sebastião de Brito.
A Assessoria de Imprensa do Governo de Minas informou que as obras da Linha Verde não têm interferência com os alagamentos. De acordo com a Ascom do Governo, as obras melhoraram a situação dos córregos que influenciaram nos problemas.
Moradores e comerciantes passaram a tarde inteira limpando o barro e contabilizando os prejuízos. Logo após a chuva a Prefeitura também começou o trabalho de limpeza em alguns pontos da capital e o prefeito Márcio Lacerda fez visitas. Ele afirmou que cerca de duzentos milhões de reais já estão assegurados para controlar os alagamentos em alguns pontos da capital, mas por enquanto não há nada previsto para a Cristiano Machado. Segundo ele, a Prefeitura ainda não tem recursos assegurados, mas eles vão ser adquiridos, no mais tardar no segundo semestre do próximo ano. A manifestação foi também contra a falta de soluções.
O protesto durou quase cinco horas e a Avenida Cristiano Machado foi interditada várias vezes pelos manifestantes. Equipes do Batalhão de Trânsito, Rotam e Choque foram chamadas ao local. O batalhão de choque da Polícia Militar fez um cordão de isolamento para que pelo menos duas faixas da avenida fossem liberadas.Uma equipe do Corpo de Bombeiros foi acionada para apagar as chamas nos utensílios. Manifestantes alegam que a Polícia Militar abusou da força, com spray de pimenta e houve confusão quando a polícia quis impedir que uma das moradoras impedisse a passagem de veículos. Por ordem da polícia aos poucos os manifestantes foram retirando os entulhos que fechavam as pistas. Tudo foi colocado no canteiro central.
Por ordem da polícia, aos poucos, os manifestantes foram retirando os entulhos que fechavam as pistas e tudo foi colocado no canteiro central. À noite, os moradores ainda tomavam conta do lugar, sem confrontos com a polícia. Nem diante de tantos pedidos da comunidade, do trânsito parado e do fogo, a prefeitura apareceu no local. A cada momento os moradores como uma forma de protesto colocam fogo nos móveis que sobraram no alagamento. No outro lado da Avenida também colocaram fogo onde os policiais estavam reunidos com alguns moradores.
O trânsito ficou praticamente parado.
Dados adicionais
| Local do Conflito: | 8 Regional Norte |
| Local da manifestação: | 8 Regional Norte |
| Coletivo Mobilizado: | 14 Moradores ou vizinhos |
| Objeto do conflito: | 10 Água esgoto e drenagem |
| Instituição Reclamada: | 1 Governo Municipal |
| Luta: | 6 Fechamento de vias públicas |
| Fonte: | Estado de Minas,O Tempo,Alterosa |
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